A Marinha russa identificou cinco novas ilhas no arquipélago
Novaya Zemlya, no Ártico, reveladas devido ao gelo derretido dos glaciares da
região.
As ilhas têm um tamanho muito variado, tendo a menor apenas 900 metros quadrados, e a maior cerca de 54.500 metros quadrados.
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O arquipélago de Novaya Zemlya. Photo (Jeff Schmaltz /
Goddard Space Flight Center)
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Nesta expedição da Marinha, os investigadores analisaram a
topografia das cinco ilhas, concluindo que elas devem ter surgido aproximadamente
em 2014.
Apesar de jovens, as terras já estão colonizadas por algas,
plantas e pássaros, além de demonstrarem evidências de animais terrestres
maiores.
Temporárias ou
permanentes?
No momento, não é possível saber por quanto tempo as ilhas
permanecerão na paisagem ártica. Um glaciologista da expedição sugeriu que elas
possam durar apenas uma década ou menos.
“É difícil chegar a
conclusões sobre sua importância e vida útil”, disse o capitão Alexei
Kornis, chefe do Serviço Hidrográfico da Frota do Norte, ao site russo Arctic.
“Encontramos os restos de uma foca
mordida por um urso. Então, se tudo isso conseguir se enraizar, as ilhas
sobreviverão”.
Um mundo gelado em mudança
A expedição russa, que navegou por águas há pouco tempo
completamente congeladas, encontrou outras massas terrestres previamente desconhecidas
durante a missão. Uma sexta ilha foi descoberta num estreito da Terra de
Francisco José, um arquipélago polar russo.
De acordo com a Marinha, esses achados não são isolados, e
sim fazem parte de uma dúzia de novas ilhas que têm emergido no Ártico nos
últimos anos.
Conforme o mundo se torna mais quente devido à mudança
climática impulsionada pela atividade humana, devemos ver cada vez mais transformações
na paisagem polar.
“A descoberta de ilhas
à medida que a geleira Nansen recua não é uma surpresa, pois uma geleira é
simplesmente um rio de gelo transportando neve e gelo compactados dos terrenos
mais altos para o mar”, disse o oceanógrafo Tom Rippeth, da Universidade
Bangor, no País de Gales, ao Newsweek. “À
medida que o clima aquece, as geleiras diminuem e expõem a terra que estava por
baixo delas. Esse é outro sintoma do aumento do aquecimento no Ártico, nesta
região a temperatura média é de 5 a 6 graus Celsius mais alta devido às
mudanças climáticas”.

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